quinta-feira, 4 de julho de 2019

O EGO



Algumas crianças se referem a si mesmas na terceira pessoa. "João está com fome." Pouco tempo depois, aprendem a palavra mágica "eu" e a equiparam ao seu nome, ao qual já atribuíram o significado de quem elas são. A palavra "eu" não só  é empregada com freqüência, mas, comumente associada com palavras correlatas: "mim", "meu", "comigo",  para designar as coisas que, de alguma forma, são parte dele. À medida que o ser cresce, o pensamento do "eu" passa a atrair outros pensamentos e a se identificar com nacionalidade, gênero, raça, religião, profissão, bens materiais, o corpo percebido pelos sentidos, mãe, pai, marido, esposa, opiniões, conhecimentos acumulados, além de fatos que aconteceram no passado e cuja lembrança são pensamentos, os quais definem a percepção da identidade como "eu e minha história" e outros aspectos, dos quais as pessoas extraem sua percepção de quem elas são. No fim das contas, eles não passam de pensamentos reunidos de maneira precária por conterem todos o sentido da identidade egóica.

A maioria das pessoas se identifica com pensamentos involuntários e compulsivos e as emoções que os acompanham – podendo se dizer que estão possuídos pela mente. Quem se encontra inconsciente disso acredita que aquele que pensa é quem ele é. Essa é a mente egóica. Egóica porque existe uma percepção do eu, do ego, em todos os pensamentos. Tais pensamentos por sua vez, o conteúdo da mente, é condicionado pelo passado: pela formação, pela cultura, pelos antecedentes familiares, etc. O núcleo central de toda a atividade mental consiste em determinados pensamentos, emoções e padrões reativos repetitivos e persistentes com os quais nos identificamos com mais intensidade. Essa entidade é o próprio ego.

Na maioria dos casos, quando dizemos "eu", é o ego que está falando, e não nós próprios. O ego compõe-se de pensamentos e emoções, de uma série de lembranças que reconhecemos como "eu e minha história", de papéis habituais que desempenhamos sem saber e de identificações coletivas, como nacionalidade, religião, raça, classe social e orientação política. Ele contém ainda identificações pessoais não só com bens, mas com opiniões, aparência exterior, ressentimentos antigos e conceitos sobre nós mesmos como melhores do que os outros ou inferiores a eles, como pessoas bem-sucedidas ou fracassadas. O conteúdo do ego varia de pessoa para pessoa, no entanto todo ego funciona de acordo com a mesma estrutura. Em outras palavras: os egos diferem apenas na superfície. No fundo, eles são iguais.

Para sustentar o pensamento do eu, ele precisa de algo oposto, que é o pensamento "o outro". O "eu" não consegue sobreviver sem o "outro". Os outros são sobretudo os outros quando os vemos como inimigos. Numa extremidade da escala desse padrão egóico de consciência, situa-se o hábito compulsivo de encontrarmos defeitos nas pessoas e nos queixarmos delas. Jesus referiu-se a isso quando disse: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu olho?"
Queixar-se é uma das estratégias prediletas do ego para se fortalecer. Não importa se a queixa é apenas em pensamento. Alguns egos sobrevivem apenas com queixas. Reclamar, sobretudo de alguém, é algo que pode tornar-se habitual, aplicando rótulos mentais negativos às pessoas. Xingar é o modo que o ego tem de estar certo e triunfar sobre os outros chamando-os de"idiota", "desgraçado", "prostituta". Num nível mais abaixo da inconsciência, estão os gritos, não muito abaixo encontrando-se a violência física. O ego adora reclamar e se ressente não só de pessoas como de situações. O que podemos fazer com alguém também conseguimos fazer com uma circunstância: transformá-la num inimigo.

O ressentimento é a emoção que acompanha a queixa, acrescentando ainda mais energia ao ego. Ressentir-se significa ficar magoado, melindrado ou ofendido. Embora o ressentimento costume ser a emoção que acompanha a queixa, ele também pode vir junto com uma emoção forte, como a raiva ou outra forma de contrariedade, tornando-se mais carregado energeticamente. A reclamação então se transforma numa atitude reativa, outra maneira que o ego encontra para se fortalecer. Existem muitas pessoas que estão sempre esperando pela próxima coisa contra a qual reagir para que possam se sentir irritadas ou perturbadas - e nunca demora muito até que encontrem o que procuram

Queixar-se, assim como encontrar erros nos outros ou assumir uma atitude reativa reforçam o ego, dando-lhe uma sensação de superioridade que o faz se expandir. As queixas - por exemplo, sobre trânsito, políticos, cobiça, incompetência, colegas de trabalho ou ex-cônjuge - podem nos proporcionar sentimentos de superioridade, pois quando nos queixamos, subentende-se que estamos certos, enquanto a pessoa ou situação da qual reclamamos ou à qual reagimos está errada. Nada fortalece mais o ego do que estar certo.

A certeza "Estou certo e você errado" é perigosa para os relacionamentos pessoais e para  as interações entre países, tribos, religiões, e assim por diante. No entanto, so fato de sustentarmos que estamos certos e os outros errados é uma das maneiras que o ego tem de se sentir fortalecido,

O ego tende, então, a equiparar ter com ser: eu tenho, portanto eu sou e quanto mais eu tenho, mais eu sou. O ego se identifica com possuir, como um sentimento profundo de insatisfação, de estar incompleto, de "não é o bastante", "não tenho o suficiente", "não sou o bastante ainda". Ter - o conceito de propriedade - é uma ficção criada pelo ego para adquirir solidez e permanência e se destacar, tornar-se especial, a necessidade de mais, o que podemos também chamar de "desejo".

A motivação inconsciente por trás do ego é fortalecer a imagem de quem nós pensamos que somos, cuja força motivadora é sempre a mesma: a necessidade de aparecer, ser especial, estar no controle, ter poder, ganhar atenção e a ter necessidade de experimentar uma sensação de oposição, de ter inimigos. O ego sempre quer alguma coisa das pessoas ou das situações. O ego tem a necessidade de se sentir sempre superior. Se uma pessoa tem mais, sabe mais ou pode fazer mais do que nós, o ego se sente ameaçado porque o sentimento de "menos" diminui sua percepção imaginada do eu em relação a ela. Assim, ele pode tentar se recuperar procurando, de algum modo, criticar, reduzir ou menosprezar o valor das capacidades, dos bens ou dos conhecimentos desse indivíduo. Ou pode mudar de estratégia: em vez de competir, vai se valorizar por meio da associação com essa pessoa, caso ela seja considerada importante aos olhos dos outros.
Um ego que quer alguma coisa do outro - e que ego não deseja isso - em geral representa um tipo de papel para satisfazer suas "necessidades", que podem ser: ganhos materiais; sensação de poder, de superioridade e de ser especial; além de um sentimento de gratificação, seja física ou psicológica. Em geral, as pessoas não têm nenhuma consciência dos papéis que representam. Elas são esses papéis. Alguns deles são sutis, enquanto outros são óbvios, exceto para quem os interpreta. Há aqueles criados com o único objetivo de atrair a atenção de alguém. O ego prospera quando angaria a atenção dos outros, porque ela é, acima de tudo, uma energia psíquica. Como não sabe que a origem de toda a energia está dentro da pessoa, ele a procura externamente. Porém, sua busca não é pela atenção sem forma - a presença -, e sim pela atenção numa forma, como reconhecimento, elogio e admiração. Certas vezes, só o fato de ser notado de alguma maneira já vale como um reconhecimento da sua existência.

Quando não conseguem obter elogios nem admiração, alguns egos procuram outras formas de chamar a atenção ou interpretam papéis para consegui-la. Caso não obtenham atenção positiva, podem buscar atenção negativa - por exemplo, provocando uma reação desagradável em alguém. Embora as estruturas sociais do mundo contemporâneo sejam menos rígidas do que as das culturas antigas, ainda existem muitas funções (ou papéis) preestabelecidas com as quais as pessoas se identificam de imediato e que, assim, se transformam numa parte do ego. Isso faz com que as interações humanas sejam privadas de sua autenticidade e se tornem desumanas e alienantes.

O ego em si é patológico, o que, no grego antigo, deriva de pathos, que significa sofrimento. Uma pessoa dominada pelo ego, contudo, não reconhece o sofrimento como sofrimento - ela o considera a única resposta adequada em qualquer tipo de situação. O ego, na sua cegueira, é incapaz de ver a dor que inflige a si mesmo e aos outros. Com efeito, o ego cria separação, e a separação causa sofrimento. Portanto, o ego é claramente patológico. Além de suas manifestações óbvias, como raiva, rancor e inveja, o negativismo assume formas mais sutis que, por serem muito comuns, não costumam ser reconhecidas como tal, como impaciência, irritação, nervosismo e sensação de estar "cheio" de uma situação ou de alguém, isto é, de ter chegado ao limite. Muitos transtornos mentais são constituídos de traços egóicos. A doença mental chamada esquizofrenia paranóide, ou paranóia, é essencialmente uma forma exagerada de ego.

A raiva e o ressentimento exacerbam o ego, enfatizando a diferença em relação aos outros e criando a postura "estou coberto de razão". Quando somos dominados por essas disposições negativas, elas prejudicam o funcionamento do coração e dos sistemas digestivo e imunológico, além de muitas outras funções corporais, tornado óbvio que esses estados são de fato patológicos, isto é, são formas de sofrimento, e não de prazer. Sempre que nos encontramos nesse tipo de condição, há algo em nós que deseja o negativismo, que o percebe como prazeroso ou que acredita que ele nos dará o que desejamos.

Além da agitação do pensamento, existe outra dimensão do ego: a emoção. Isso não quer dizer que todo pensamento e toda emoção pertençam ao ego. Esses elementos se convertem no ego apenas quando nos identificamos com eles ou quando eles assumem o controle sobre nós, isto é, quando se tornam o eu.

A exortação "Conhece-te a ti mesmo" é, antes de qualquer outra indagação, quem sou eu? As pessoas inconscientes, presas ao ego, nos dirão quem elas são: seu nome, sua ocupação, sua história pessoal, a forma ou a condição do seu corpo e outras coisas com as quais se identifiquem. Outras podem parecer mais evoluídas porque se consideram almas imortais ou espíritos divinos. Conhecer a si mesmo é, entretanto, algo muito mais profundo do que a adoção de um conjunto de idéias ou crenças. As idéias e crenças espirituais podem, no máximo, ser indicadores úteis, no entanto poucas vezes têm o poder de desalojar os conceitos centrais mais firmemente estabelecidos de quem pensamos que somos, os quais fazem parte do condicionamento da mente humana. O profundo autoconhecimento não tem nada a ver com nenhuma idéia que esteja flutuando em torno da nossa mente. Conhecer a nós mesmos é estarmos enraizados no Ser em vez de estarmos perdidos na nossa mente.

Quanto mais limitada, quanto mais estreitamente egóica é a visão que temos de nós mesmos, mais nos concentramos nas limitações egóicas - na inconsciência - dos outros e reagimos a elas. Os "erros" das pessoas ou o que percebemos como suas falhas se tornam para nós a identidade delas. Isso significa que vemos apenas o ego nos outros e, assim, fortalecemos o ego em nós. Em vez de olharmos "através" do ego deles, olhamos "para" o ego. E quem está fazendo isso? O ego em nós. As pessoas muito inconscientes sentem o próprio.

O ego pode ser definido simplesmente assim: um relacionamento desajustado com o momento presente. Mas podemos decidir que tipo de relação queremos estabelecer com o momento presente. A decisão de converter o momento presente em nosso amigo é o fim do ego. Para o ego, é impossível estar alinhado com o momento presente, isto é, com a vida, pois sua própria natureza o impele a ignorar e desvalorizar o Agora ou resistir a ele. O ego vive do tempo e, quanto mais forte ele é, mais o tempo controla nossa vida. Assim, quase todos os nossos pensamentos expressam uma preocupação com o passado ou com o futuro, enquanto nosso sentido de eu depende do passado para nossa identidade e do futuro para preenchê-la. Medo, ansiedade, expectativa, arrependimento, culpa, raiva são as disfunções do estado de consciência atado ao tempo.

Tudo de que precisamos para nos livrar do ego é estarmos conscientes dele, uma vez que ele e a consciência são incompatíveis. A consciência é o poder oculto dentro do momento presente. É por isso que podemos chamá-la de presença. Se o eu - o ego - fosse de fato quem somos, seria um absurdo "negá-lo". O que permanece é a luz da consciência, sob a qual percepções, sensações, pensamentos e sentimentos vêm e vão. Isso é o Ser, o mais profundo e verdadeiro eu

A alegria do Ser, que é a única felicidade verdadeira, não pode nos acontecer por meio de nenhum tipo de forma, bem material, realização, pessoa, fato, isto é, por intermédio de nada que ocorra. A alegria não acontece para nós - nunca. Ela emana da dimensão sem forma em nosso interior, da consciência em si, portanto é una com quem nós somos.

Obs: as presentes notas contem foram colhidas e adaptadas do livro “Um Mundo Novo – O Despertar de Uma Nova Consciência”, de autoria de Eckhart Tolle.

EGOÍSMO E ORGULHO: Causas, Efeitos e Meios de Destruí-los



É fato reconhecido que a maior parte das misérias da vida tem origem no egoísmo dos homens. Desde que cada um só pensa em si, antes de pensar nos outros, e cogita, antes de tudo, de satisfazer aos seus próprios desejos, é natural, que procure proporcionar a si mesmo essa satisfação, a todo custo, sacrificando, sem escrúpulos, os interesses alheios, quer nas coisas mais insignificantes, quer nas maiores, tanto de ordem moral, quanto de ordem material. Daí todos os antagonismos sociais, todas as lutas, todos os conflitos e todas as misérias, visto que cada um só trata de despojar o seu próximo,
Louváveis esforços são feitos, sem dúvida, para ajudar a Humanidade a avançar; encorajam-se, estimulam-se, honram-se os bons sentimentos, hoje mais do que em qualquer outra época, e, não obstante, o verme devorador do egoísmo continua a ser a praga social. É um verdadeiro mal que se espalha por todo o mundo e do qual cada um é mais ou menos vítima. É necessário combatê-lo, portanto, como se combate uma epidemia. Para isso, deve-se proceder à maneira dos médicos: remontar à causa. Que se pesquisem em toda a estrutura da organização social desde a família até os povos, da choupana ao palácio, todas as causas, todas as influências patentes ou ocultas que excitam, entretêm e desenvolvem o sentimento do egoísmo. Uma vez conhecidas as causas, o remédio se apresentará por si mesmo; só restará então combatê-las, senão a todas ao mesmo tempo, pelo menos por parte, e pouco a pouco o veneno será extirpado. A cura poderá ser prolongada porque as causas são numerosas, mas não é impossível. De resto, não se chegará a esse ponto se não se atacar o mal pela raiz, ou seja. pela educação. Não essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas a que tende a fazer homem de bem.
O egoísmo, por sua vez, se origina do orgulho. A exaltação da personalidade leva o homem a considerar-se acima dos outros. Julgando-se com direitos superiores, melindra-se com o que quer que, a seu ver, constitua ofensa a seus direitos. A importância que, por orgulho, atribui à sua pessoa, naturalmente o torna egoísta. O orgulho e o egoísmo andam, assim, de mãos dadas. São sentimentos onde o amor próprio procura preservar a individualidade em prejuízo da vida coletiva. Todos nós trazemos suas marcas na conduta, em face de estarmos ligados ao instinto de preservação.
O egoísmo e o orgulho têm origem, como acima já mencionado, num sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm razão de sua ser e sua utilidade, pois  Deus não faz coisa alguma inútil. Deus não criou o mal; é o homem que o produz por abuso dos dons divinos, em virtude do livre-arbítrio. O Espírito quando está em sua fase animal vive a plenitude dos instintos. Na impossibilidade de raciocinar, procura instintivamente preservar-se das intempéries do meio. O egoísmo e o orgulho nascem, desta forma, de um sentimento natural: o instinto de conservação. Entre os interesses de um indivíduo e de outro, valem os interesses da individualidade. Isso é o egoísmo e o orgulho. Este sentimento, contido em justos limites, é bom em si; o seu exagero é que o torna mau e pernicioso. O mesmo acontece às paixões, que o homem desvia do seu fim providencial. Deus não criou o homem egoísta e orgulhoso, mas simples e ignorante; foi o homem que, ao malversar o instinto, que Deus lhe deu para a própria conservação, se tornou egoísta e orgulhoso.
Os homens não podem ser felizes enquanto não viverem em paz, isto é, enquanto não forem animados pelos sentimentos de benevolência, indulgência e condescendência recíprocas e enquanto procurarem esmagar uns aos outros. A caridade e a fraternidade resumem todas as condições e deveres sociais, mas reclamam abnegação. Ora a abnegação é incompatível com o egoísmo e com o orgulho; logo, com estes vícios não pode haver verdadeira fraternidade e, em conseqüência, igualdade e liberdade; porque o egoísta e o orgulhoso tudo querem para si. Eles serão sempre os vermes roedores de todas as instituições progressistas e, enquanto reinarem, os mais generosos sistemas sociais, os mais sabiamente combinados, cairão aos golpes deles.
Faz gosto, sem dúvida, proclamar o reinado da fraternidade; mas de que serve, se  é acompanhado por uma leva de destruição? É construir na areia movediça; é o mesmo que decretar a existência da saúde, numa região insalubre. Para ali, se quiserem garantir o bem de seus habitantes, não basta enviar médicos, os quais morrerão como os outros; é preciso destruir as causas da insalubridade,
Se quiserem que os homens vivam como irmãos, na Terra, não basta dar-lhes lições de moral; é preciso destruir a causa do antagonismo existente e atacar a origem do mal: o orgulho e o egoísmo. É esta a chaga que deve merecer toda a atenção daqueles que desejam seriamente o bem da humanidade. Enquanto subsistir este obstáculo, estarão paralisados os seus esforços, não só pela resistência originada na inércia, como por uma força ativa, que trabalhará, incessantemente, para destruir o trabalho empreendido; porque toda grande idéia, generosa e emancipadora, é arruinada pelas pretensões pessoais.
Destruir o egoísmo e o orgulho é impossível, dirão, porque esses vícios são inerentes à espécie humana. Se assim fosse, impossível seria o progresso moral, ao passo que, quando consideramos o homem em diversas épocas, reconhecemos a ocorrência de um progresso incontestável; logo, se ele sempre tem progredido, em progresso continuará. Por outro lado, não haverá, por ventura, algum homem limpo de orgulho e de egoísmo? Não há exemplos de pessoas dotadas de natureza generosa, em quem o sentimento do amor ao próximo, da humildade, do devotamento e da abnegação, parece inato? O número delas é, positivamente, superior ao dos egoístas, bem o sabemos, e se assim não fosse, estes não seriam os promotores da lei; mas não é tão reduzido, como pensam, e se parece menor é porque a virtude, sempre modesta, se oculta na sombra, ao passo que o orgulho se põe em evidência. Se pois o egoísmo e o orgulho fossem condições de vida, como a nutrição, então, sim, não haveria exceção.
O essencial portanto é fazer com que a exceção passe a ser regra e, para isso, torna-se necessário destruir as causas produtoras do mal. A principal é, evidentemente, a falsa idéia, que faz o homem da sua natureza, do seu passado e do seu futuro. Não sabe donde vem, julga-se mais do que é; não sabendo para onde vai, concentra todos os pensamentos na vida terrestre. Deseja viver o mais agradavelmente possível, procurando a realização de todas as satisfações, de todos os gozos. É por isso que investe contra o seu semelhante, se este lhe opõe obstáculo; então entende dever dominar, porque a igualdade daria aos outros o direito que ele quer só para si; a fraternidade lhe imporia sacrifícios em detrimento do próprio bem-estar, e a liberdade, deseja-a só para si, não concedendo a outrem senão o que não lhe fira as prerrogativas. Se todos têm essas pretensões, hão de surgir perpétuos conflitos, que farão comprar bem caro o pouco gozo, que conseguem obter.
Identifique-se o homem com a vida futura e a sua perspectiva mudará inteiramente, como acontece a quem sabe que por pouco tempo terá que viver num lugar ruim e que, dele saindo, alcançará um excelente lugar para o resto de seus dias..
A importância da presente vida, tão triste, tão curta e efêmera, desaparece diante do esplendor da vida futura, a qual é infinita, que se abre à sua frente. A conseqüência natural e lógica desta certeza é o sacrifício voluntário do presente fugidio, em prol de um futuro sem fim, ao passo que antes tudo era sacrificado em favor do presente. Desde que sua vida futura se torne o fim, que importa desfrutar, mais ou menos, nesta? Os interesses mundanos passam a ser acessórios, em vez de principais. Trabalha no presente, a fim de assegurar-se uma boa posição no futuro, sabendo quais as condições para alcançá-la. Levando em conta os interesses mundanos, os homens podem opor-lhes obstáculos, que ocasionam a necessidade de combatê-los, o que gera o egoísmo. Se porém erguerem os olhos para onde a felicidade não pode ser perturbada por ninguém, nenhum interesse alheio precisa de ser debelado e, conseguintemente, não há razão de ser para o egoísmo, embora subsista o estímulo do orgulho.
A causa do orgulho está na crença, que o homem tem, da sua superioridade individual, e aqui se faz ainda sentir a influência da concentração do pensamento nas coisas da vida terrestre. O sentimento de personalidade arrasta o homem que nada vê diante de si, atrás de si ou acima de si; então o seu orgulho não conhece medidas.
A incredulidade, além de não ter meio para combater o orgulho, estimula-o e dá-lhe razão, pelo fato de negar a existência de um poder superior à humanidade. O incrédulo só crê em si; é, portanto, natural que tenha orgulho, não vendo nos contratempos que enfrenta, senão obra do acaso; ao passo que o crente vê a mão do Senhor naqueles contratempos e curva-se submisso, enquanto o outro se revolta.
Crer em Deus e na vida futura é, pois, a principal condição para moderar o orgulho; mas não é a única. Conjuntamente com o futuro, é preciso ter em vista o passado, para poder fazer justa idéia do presente. Para que o orgulhoso deixe de crer em sua superioridade, é preciso provar-lhe que ele não é mais que os outros e que todos lhe são iguais, que a igualdade é um fato e não uma teoria filosófica. São verdades que derivam da preexistência da alma e da reencarnação.
Sem a preexistência da alma, o homem que crê em Deus, é induzido a acreditar que Deus  Lhe conferiu singulares vantagens, e o que não crê, é levado a atribuí-los ao acaso e aos próprios méritos . A preexistência, dando-lhe a noção da vida anterior da alma, ensina-o a distinguir a vida espiritual, infinita, da corporal, temporária. Ele chega por aí a compreender que as almas saem todas iguais das mãos do Criador, têm o mesmo ponto de partida e o mesmo objetivo, que todos atingirão, em mais ou menos tempo, segundo os esforços empregados por cada um; que ele próprio não chegou ao ponto, em que se acha, senão depois de ter longa e penosamente vegetado como os outros, nos planos inferiores da evolução ; que não há, entre os mais e os menos adiantados, senão uma questão de tempo; que as vantagens do nascimento são puramente corpóreas e não afetam o Espírito; que o proletário pode, noutra existência, nascer num trono e o mais poderoso, vir como proletário.
Se ele considerar somente a vida corporal, vê as desigualdades sociais e não as pode explicar; mas se lançar a vista para o conjunto da vida espiritual, para o passado e o futuro, desde o ponto de partida até a chegada, todas aquelas desigualdades se lhe desfazem perante os olhos e reconhecerá que Deus não deu a nenhum de seus filhos vantagens que negasse a outros; que fez a partilha com a mais rigorosa igualdade, não preparando o caminho melhor para uns do que para outros; que o mais atrasado de hoje, dedicando-se à obra do seu aperfeiçoamento, pode ser amanhã mais adiantado; enfim, reconhece que, não se elevando ninguém, a não ser pelos esforços pessoais, o princípio da igualdade tem o caráter de um princípio de justiça e de lei natural, diante das quais não prevalece o orgulho dos privilégios.
A reencarnação, provando que os Espíritos podem renascer em diferentes condições sociais, seja por expiação, seja como prova, faz-nos saber que muitas vezes tratamos desdenhosamente uma pessoa, que foi noutra existência nosso superior ou igual, amigo ou parente. Se o soubéssemos, tratá-lo-íamos com atenção, mas neste caso não haveria nenhum mérito; e se soubéssemos, que o amigo de hoje fora antes um inimigo, um servo, um escravo, sem dúvida o repeliríamos. Deus não quis que fosse assim e por isso lançou um véu sobre o passado, para que em todos víssemos irmãos e iguais, como é mister para estabelecer-se a fraternidade; sabendo que poderemos ser tratados como houvermos tratado os outros, firmaremos o princípio de caridade como dever e necessidade, fundados nas leis da natureza.
Jesus enunciou os princípios da caridade, da igualdade e da fraternidade, dos quais fez condições indispensáveis para a salvação; mas à obra de Kardec ficou reservado, pelo conhecimento que proporciona da vida espiritual, pelos horizontes novos que descortina e pelas leis que revela, sancionar esses princípios, provando que eles não encerram apenas uma doutrina moral, mas uma lei natural, que está no interesse máximo dos homens cultivar e praticar. Ora, eles hão de praticá-la desde que deixarem de ver no presente, o princípio e o fim, compreendendo a solidariedade, que existe entre o presente, o passado e o futuro. No infinito campo, que o Espiritismo lhes põe aos olhos, a sua importância pessoal anula-se, porque compreendem que, sós nada valem e nada podem, que todos precisam uns dos outros, não sendo nenhum mais que o outro; duplo golpe desfechado contra o seu orgulho e o seu egoísmo.
Para isso, porém, é preciso terem fé, sem a qual ficarão retidos na rotina do presente, mas não a fé cega, que foge à luz, que restringe as idéias, alimentando o egoísmo, mas sim a fé inteligente, racional, que busca a luz e não as trevas, que rasga, ousadamente, o véu dos mistérios e alarga os horizontes. Essa fé, elemento essencial de todo progresso, é a que Kardec trouxe ao conhecimento da humanidade, uma fé robusta, porque está fundada na experiência e nos fatos, fornecendo provas palpáveis da imortalidade de sua alma, mostrando de onde ela vem, para onde vai e porque está na Terra e, finalmente, fixa suas idéias, ainda incertas, a respeito de seu passado e de seu futuro.
Uma vez tendo entrado decisivamente por esse caminho, não será dado mais ao orgulho e ao egoísmo, o pasto que os alimenta, resultando daí o seu aniquilamento progressivo e a modificação de todos os laços sociais, pela caridade e pela fraternidade, então bem entendidas. Poderá dar-se essa modificação  por efeito de uma brusca mudança? Não, isso é impossível, pois nada acontece aos saltos na natureza; a saúde não volta subitamente e entre a moléstia e a cura, há sempre a convalescença. O homem não pode, instantaneamente, mudar de sentimentos e elevar os olhos da terra ao céu; o infinito deslumbra-o e confunde-o; ele precisa de tempo para assimilar as novas idéias.
O cultivo dos valores espirituais é, sem dúvida, um poderoso elemento moralizador, porque mina o egoísmo e o orgulho, facultando sólido fundamento à moral; já fez e faz milagres de conversão. Não são ainda, é certo, senão curas individuais e, quase sempre, parciais; mas, o que produz nos indivíduos, é prenúncio do que produzirá um dia nas massas. Não pode, de uma vez, arrancar todas as ervas daninhas; mas dá a fé, que é boa semente e que não precisa senão de tempo para germinar e frutificar. Eis porque nem todos, ainda, são perfeitos. Ele encontrou o homem no meio da vida, no ardor das paixões, na força dos preconceitos, e se em tais condições, tem operado prodígios, o que não será quando o envolver, desde o nascimento, virgem de todas as impressões maléficas, quando receber a caridade desde a mais tenra idade e for embalado pela fraternidade, quando, enfim, uma geração inteira for alimentada por idéias que a razão fortificará em vez de falsear? Sob o domínio dessas idéias, que serão mandamentos de fé racional para todos, o progresso, limpando a estrada de egoísmo e orgulho, penetrará nas instituições que se reformarão a si mesmas, e a humanidade caminhará, rapidamente, para os destinos que lhe são prometidos na Terra, enquanto não chega a hora de alcançar os céus.

Obs: as presentes notas contem subsídios colhidos de várias fontes disponíveis na internet, destacando-se, dentre elas, os artigos “O Orgulho e o Egoísmo”, do site Portal do Espírito; “A origem do mal...o egoísmo e o orgulho!”, do site Rede Amigo Espírita; “Os Vícios Morais”, do site Pró-Educativa; “Orgulho: Pai de todos o Vícios”, do site Grupo Espírita Allan Kardec; “O Egoísmo”, de autoria de Leda de Almeida Rezende Ebner, publicado no site do Centro Espírita Bartuira; “Orgulho: Porta Aberta aos Espíritos Imperfeitos”, de autoria de José Queid Tufaile Huaixa, publicado no site Portal do Espírito-Espírito do Portal;  ”Orgulho e Humildade”, de autoria de Therezinha Jordão, publicado no site Rede Amigo Espírita e dos livros O Evangelho Segundo o Espiritismo, Livro dos Espíritos e Obras Póstumas, todos de autoria de Allan Kardec, sendo que do último”, a parte intitulada “ O Egoísmo e o Orgulho: Suas Causas, seus Efeitos e os Meios para Destruí-los”.     




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Amor

 Ha muito tempo tenho esse tema na cabeça para escrever, comecei a ler diversos relatos sobre amor e espiritualidade, até que me foi dito, escreva que lhe ajudo.
 Me prontifiquei para o momento da escrita, pois é minha primeira escrita junto ao amigo espiritual.

 O Amor de Cristo existe de diversas formas, existe na forma de familiar, existe na forma de amigos, entre homens e mulheres, entre dois homens, existe o amor entre duas mulheres, sim, existe amor entre mulher sim...
Você deve estar se perguntando, como isso é possível?
Simples, amor de mãe e filha não são duas mulheres ???
Amor de pai e filho não são dois homens ???
Pois bem caro leitor, o amor de Cristo, está dentro de vois !
Sim, cada ser humano tem uma centelha divina dentro de cada um.
Sois deusinhos, és filhos do Pai!
O que fazeis com esse amor no qual vois é dado?

Muitas consciências (personas) que não tem ciência de tal conhecimento, acaba desperdiçando um tempo precioso.
Um tempo no qual não se volta, um tempo que poderia estar trabalhando em pró daqueles que necessitam de um auxílio,ou poderia estar estudando ou fazendo qualquer outra coisa.

Só vai ter ciência do ato no qual deixou de cumprir a missão, é quando estiver desencarnado, passando pelo sofrimento que não desejamos a ninguém;
No momento no qual pede clemencia ao Pai, diminuindo o sofrimento.
Nesse momento que lembramos do Pai.
Caso contrário muitos estão gozando da vida terrena.

Voltando ao relato de Amor,

O que você faz para alegrar a vida de alguém?
O que você faz para dar um amor, um carinho, dar um simples sorriso para aquele que está ao seu lado necessitado?
Por que sois tão ríspidos no seu ambiente de trabalho? Na sua casa com seus entes queridos?
Você deve estar pensando, que não faz isso, ou não faz aquilo outro.
Já parou para pensar que você pode estar fazendo isso inconscientemente?
Sem perceber, está agredindo o próximo?

O que você faz ao chegar no trabalho, para aquele que não gosta ou tem bronca para que o dia de vocês seja melhor ???

Você faz para que, o dia daquele que não gosta seja um dia melhor, seja um dia repleto de conquistas e desejando amor?

Ou inconsciente fica mandando energias no qual não são boas? Do tipo como queria estar no lugar dele, como ele é mala, como essa pessoa é chata, que isso e aquilo outro?

Saiba que somos campos de energia e captamos consciente ou inconscientemente, e isso fica guardando em nossos registros Psíquicos.
Ao captar as vibrações consciente ou inconscientemente respondemos da forma na qual as vibrações vem para nos.
Se vier coisas boas, retornamos coisas boas.
Se vier coisas não boas, não irá coisas boas.
Simples né ??

Então, para aquelas pessoas que não gostamos, vamos levar amor, dar um sorriso, dar um abraço, ter um gesto de gentileza, vamos abrir a porta para o amor que existe dentro de você e aos que estão aos seus redores.

Quem ganha é somente você !!!

Reflita em ser uma pessoa melhor !!!

Um abraço fraterno

O que é a Vida ?

O que é a vida ?

A vida (do latim vita) é um conceito muito amplo e admite diversas definições. Pode-se referir ao processo em curso do qual os seres vivos são uma parte; ao espaço de tempo entre a concepção e a morte de um organismo; a condição de uma entidade que nasceu e ainda não morreu; e aquilo que faz com que um ser esteja vivo. Metafisicamente, a vida é um processo contínuo de relacionamentos.

O que é a Morte ?

É o desprendimento do espirito ao corpo físico. Onde os laços são desacoplados da matéria.
Após esse desprendimento, o espirito tem o livre arbítrio, para seguir em vossa evolução, ou ficar presos nos ressentimentos vividos aqui no plano terreno.
Muitos espíritos ficam presos aqui na Terra, para prejudicar aqueles que fizeram algum mau pra eles, outros ficam para "gozar" da vida mais um pouco bebendo ou fumando, outros ficam presos aos bens materiais, são muitos os motivos.
Os espíritos mais elevados, segue em vosso destino, primeiro se restabelecendo energeticamente, para depois poder seguir em vossa evolução, auxiliando aqueles que tanto necessitam.


A maioria das pessoas quando pensa na morte pensa naquele momento em que a pessoa para de respirar, fica inanimada e é enterrada. Esse é um dos tipos de morte, mas é importante que conheçamos todos os três tipos relatados na Bíblia para que tenhamos uma compreensão mais completa sobre ela.

1 – A morte física

Esse é o tipo de morte mais conhecido: É quando o nosso espírito é separado do nosso corpo. Quando isso acontece nosso corpo fica inanimado e apodrece. A Bíblia nos diz que esse tipo de morte foi consequência do pecado lá no jardim do Éden “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gn 3. 19). Assim, todos os descendentes de Adão e Eva passam pela morte física, o que inclui cada um de nós. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Rm 5. 12).

2 – Morte espiritual

Esse tipo de morte é experimentada em vida. Mas como assim? Eu explico: Isso acontece porque essa morte significa a separação espiritual de Deus. Sim, a Bíblia considera a pessoa sem Deus, morta espiritualmente. Essa morte espiritual se dá por causa do pecado que reina em nossa vida. Sem Cristo todos estão nessa condição de morte espiritual. “Ele [Jesus Cristo] vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados…” (Ef 2. 1). Como vemos no verso bíblico, todos estávamos mortos espiritualmente (separados de Deus pelo pecado). Porém, essa condição de morte pode ser mudada pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo, que é a nossa salvação: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2. 8). Sem receber essa graça pela fé, todos estão mortos espiritualmente diante de Deus.

3 – Morte escatológica ou morte final

Essa é a morte mais terrível e é decorrente da morte espiritual. Ela também significa uma separação espiritual de Deus, mas dessa vez uma separação eterna. Os que passarem por essa morte, que também é chamada de “segunda morte”, terão como destino final o local de tormentos eternos comumente chamado pela Bíblia de inferno e lago de fogo. “Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.” (Ap 20. 14). Os que passarão por essa morte serão todos os não-salvos condenados pela justa justiça de Deus no último dia. “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” (Mt 25. 41).

Confesso que o tema é bastante pesado, por isso, quero deixar uma palavra de esperança que nos mostra que se nos rendermos ao senhorio de Jesus Cristo, pela graça de Deus mediante a fé, somos justificados e não sofreremos a morte final, pelo contrário, gozaremos a vida eterna ao lado de Deus: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá…” (Jo 11. 25).



O que é Egoísmo ?

Egoísmo é um substantivo masculino que nomeia um amor próprio excessivo, que leva um indivíduo a olhar só para os suas opiniões, interesses e necessidades, e que despreza as necessidades alheias.

Egoísmo é um exclusivismo que faz o indivíduo se referir tudo a si próprio. É um orgulho, uma presunção.

A pessoa que trata só de seus interesses, que carrega consigo os sentimentos do egoísmo é adjetivada de egoísta.

Perfeccionista

Constroem a vida e ganham afeto daqueles que estão ao seu redor sendo perfeitos. Se consideram seres superiores. Julgam os demais pelos erros cometidos. Têm pavor de cometer erros. São meticulosos e extremamente críticos consigo mesmos. São compulsivos e metódicos. Voláteis, com predisposição a guardar ressentimentos. Tendem a ter pensamentos extremistas: branco ou preto / bom ou mal.

Altruísta

Conseguem o afeto dos outros oferecendo-os ajuda. Manipulam a vida dos demais. Oferecem uma entrega pessoal de forma altruísta e generosa. Colocam as necessidades alheias à frente das suas. Garantem satisfação sentindo-se indispensáveis. Precisam se libertar. Modificam sua própria personalidade para adaptar-se às necessidades dos demais. Usam da empatia como estratégia para ganhar ou diminuir o afeto dos demais.

Executor

Conseguem carinho através do sucesso e de sua imagem, que se torna imprescindível. Seu principal interesse é o trabalho. Seus sentimentos são esquecidos enquanto trabalha. São competitivo e eficazes. Temem o fracasso. Seu coração e seus sentimentos são esquecidos e substituídos pelo trabalho. “Sou o que faço.” Consideram como real a imagem fictícia criada por eles.

Romântico

Desejam o inalcançável, o mais difícil de se conseguir. Evitam o comum. Têm uma baixa auto-estima. Vivem como se a vida fosse uma representação teatral (uma comédia, um drama, etc.). Não enfrentam a vida com valentia e sentem afinidade com as artes dramáticas. São pessoas melancólicas, sensíveis e profundas emocionalmente.

Observador

Precisam de privacidade e não costumam se envolver. Se mantêm afastados do afeto e das emoções. Precisam de lugares onde se sintam protegidos e dos quais possam limitar o contato. Constumam se conformar com o tempo livre que têm. Dividem a vida em pequenas parcelas. Seu desejo é conhecer a chave do funcionamento do mundo.

Soldado

Costuma evitar a ação. São ansiosos e leais. Céticos, temem traições. Seu lema é: pensar ao invés de agir. Podem tanto se submeter a algo, como podem se revoltar contra autoridades. Se identificam com as causas dos menos favorecidos. Lideram a oposição. Têm medo de encarar a própria ira e também temem a ira dos demais.

Sonhador

Desejam levar uma vida maravilhosa. Elaboram grandes ideias. Procuram trabalhos prazerosos. Contagiam com seu entusiasmo. Evitam o sofrimento e o conflito. O encanto e o otimismo são sua defesa.

Chefe

São controladores e impulsivos. Protegem a si mesmos com o poder que têm. Exigem o contato e defendem seus entes mais próximos. Estabelecem regras em seu trabalho e em sua vida pessoal. Se preocupam com a justiça e evitam a fraqueza. Precisam estabelecer limites. Não existem pontos medianos em suas ações.

Mediador

Possuem a habilidade de se relacionar com todos. Buscam a neutralidade. Evitam conflitos. Agem de acordo com seus costumes. Costumam se incomodar com as mudanças. O isolamento não faz parte de sua rotina. A raiva ou a chateação soam distantes e causam separações. São, de certa forma, pacientes e teimosos. Esperam que o tempo solucione os problemas.

domingo, 9 de julho de 2017

Maleme

É uma palavra própria do vocabulário religioso afro-brasileiro. É uma derivação da expressão valei-me. Serve como um pedido de socorro, súplica ou piedade. Uma variação da palavra é maleime.

Por isso eu peço: maleme meu pai, maleme!

Agô

‘É um termo utilizado nas religiões afro-brasileiras e Umbanda, que significa pedir licença ou permissão, em outros momentos este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo. Tudo que realizamos no terreiro tem que ter Agô dos Guias Espirituais da corrente e dos nossos. Quando pedimos Agô, nosso Ori – Eu Interno – autoriza a assistência dos falangeiros, harmonizando-nos dentro da Lei de Pemba e de Xangô, sinalizando ao Astral que aceitamos os ritos e liturgias a serem realizados. Assim devemos ceder a nossa passividade mediúnica, angariando proteção e cobertura espiritual.

Exemplos do uso da palavra Agô:

Agô de Exu,
Caminhos abertos para a realização da bem aventurança e corpo fechado para enfermidades, cortes e demandas.

Agô de todos os Orixás,
Para a saúde, abundância e prosperidade em nossos caminhos.

Agô a todo “povo da banda”; Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Boiadeiros, Ciganos…
Para sempre termos a misericórdia da atuação deles nos trabalhos.’

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Espírito assiste ao PRÓPRIO ENTERRO e faz revelações importantes

Frederico Figner, que no livro Voltei adotou o pseudônimo de “irmão Jacob”, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, foi diretor da Federação Espírita Brasileira e espírita atuante, prometeu escrever do além tão logo lá chegasse. Quando encarnado, acreditava que a morte era uma mera libertação do espírito e que seguiria para as esferas de julgamento de onde voltaria a reencarnar, caso não se transferisse aos Mundos Felizes. Mas, conforme seu depoimento, o que aconteceu após a sua desencarnação não foi bem assim.

Deixou-nos um alerta. "Não se acreditem quitados com a Lei, atendendo pequeninos deveres de solidariedade humana."

Quando ainda doente no mundo espiritual, pediu para escrever sobre o que acontece após morte. Recebeu permissão, mas encontrou dificuldades fluídicas. Ofendeu-se quando foi impedido de se comunicar.

Irmão Andrade, seu guia espiritual, ajudou na sua desencarnação. Ele sentiu dois corações batendo. A visão alterava-se. Sentia-se dentro de um nevoeiro enquanto recebia passes. A consciência examinava acertos e desacertos da vida, buscando justificativas para atenuar as faltas cometidas.

De repente, viu-se à frente de tudo que idealizou e realizou na vida. As ideias mais insignificantes e os mínimos atos desfilavam em uma velocidade vertiginosa. Tentou orar, mas não teve coordenação mental. Chorou quando viu o vulto da filha Marta aconselhando-o a descansar.

PRECISARIA DE MAIS TEMPO PARA O DESLIGAMENTO TOTAL

Durante o transe, amparado por sua filha Marta, tentou falar e se mexer, mas os músculos não obedeceram. Viu-se em duplicata, com fio prateado ligando-o ao corpo físico. Precisaria de mais tempo para o desligamento total.

Sua capacidade visual melhorou e divisou duas figuras ao lado da filha Marta: Bezerra de Menezes e o irmão Andrade. Tentou cumprimentá-los, mas não conseguiu se erguer. Continuava imantado aos seus objetos pessoais. Precisava sair daquele ambiente para se equilibrar.

Foi levado para perto do mar para renovar as forças. As dores desapareceram. Descansou. Teve a sensação de haver rejuvenescido e notou que estava com trajes impróprios, na ilusão de encontrar alguém encarnado.

Na volta para casa, vestiu um terno cinza. Uma senhora encarnada que caminhava em direção a eles passou sem que nada ocorresse de ambos os lados. Recomposto da surpresa foi informado que estão em dimensões diferentes. No velório, projeções mentais dos presentes provocam-lhe mal-estar e angústia.

No velório, Jacob analisou as dificuldades e as lutas de um "morto" que não se preparou. Os comentários divergentes a seu respeito provocaram-lhe perturbações passageiras. Continuava ligado ao corpo. Bezerra esclareceu que não é possível libertar os encarnados rapidamente, depende da vida mental e dos ideais ligados à vida terrestre.

A Conversação. Jacob melhorou e se aproximou de amigos encarnados, mas não do corpo, conforme orientação recebida. Percebeu entidades menos simpáticas e foi impedido de responder. Decepcionou-se com comentários de amigos encarnados sobre as despesas do enterro. Não conseguiu suportar estes dardos mentais.

ENTERROS MUITO CONCORRIDOS

Viu círculos de luz num dos carros, e percebeu orações a seu favor, e alegrou-se. Assistiu de longe, pois Bezerra informou que enterros muito concorridos impõem grande perturbações à alma. Descobriu que quem não renunciou aos hábitos e sentidos do corpo demora para se desprender.

Entre companheiros. Finalmente liberto do corpo, Jacob visitou seu lar e seu núcleo de trabalho. Abraçou amigos e seguiu em direção à praia para se reunir com outros espíritos recém-desencarnados. Durante o trajeto, ficou preocupado por não lembrar de vidas passadas e por não saber onde iria morar. Sua filha garantiu que tudo seria solucionado pouco a pouco.

Minutos depois, respeitável senhora chegou acompanhada de benfeitores e saudou a todos. Jacob viu uma luz irradiando de seu tórax e sentiu inveja. Marta o repreendeu. Bezerra fez uma preleção informando que aqueles que não tiverem serenidade terão dificuldades no caminho que será percorrido até a colônia espiritual.

COMO DEVEMOS PARTICIPAR DE UM VELÓRIO

Como se trata de um evento muito delicado para o desencarnante, gostaríamos de relacionar alguns comportamentos para todos aqueles que se dirigirem a um velório:

- Orar com sinceridade em favor do desencarnante e de sua família, compreendendo que mais cedo ou mais tarde chegará a nossa hora e que, então, constataremos o gigantesco valor da prece a nós dirigida em situações como a desencarnação;

- Esforçar-se para não lembrar episódios infelizes envolvendo o desencarnante, compreendendo que todo pensamento tem elevada repercussão espiritual;

- Estar sempre disponível para o chamado “atendimento fraterno” com os irmãos presentes, mas não esquecer que o velório não é uma situação adequada a debates de natureza filosófico-religiosa;

- Respeitar a religião de todos os presentes e os cultos correspondentes a essas crenças, buscando contribuir efetivamente para a psicosfera de solidariedade do ambiente mesmo que em silêncio;

- Não perder o foco do objetivo maior da presença no velório, que é o auxílio espiritual ao desencarnante e aos familiares, assim como aos Espíritos desencarnados que estejam no local necessitando de auxílio através da oração para contribuir no desligamento do desencarnante;

- Se convidado a enunciar prece ou algumas palavras de homenagem ao desencarnante, tomar o cuidado de manter sempre a brevidade, a objetividade e o otimismo, evitando quaisquer imagens negativas que possam ser sugeridas por nossas palavras em relação aos irmãos presentes, sejam eles encarnados ou desencarnados;

- Aproveitar a ocasião para refletir sobre a impermanência de todas as situações materiais da vida física, fortalecendo o nosso desejo de amar e servir durante o tempo que ainda nos resta no corpo físico.

OS ESPÍRITOS NÃO FICAM NAS SEPULTURAS

Como se sabe, a visita às sepulturas apenas expressa que lembramos do amado ausente. Mas não é o lugar, objetos, flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem diferença para quem parte.

No programa Debate na Rio, que apresento na Rádio Rio de Janeiro, um ouvinte perguntou onde ele poderia orar no dia 2 de novembro pela alma de um amigo que foi cremado, e as cinzas jogadas no mar. Eu respondi que ele poderia orar de um leito de hospital, no templo religioso, em casa ou na prisão, pois não é preciso ir ao cemitério para orar pelo falecido. Os espíritos desencarnados não ficam nos túmulos presos aos despojos mortais. Eles continuam vivendo perto de nós ou nas Colônias Espirituais, como “Nosso Lar”, mostrada em filme.

Podemos, portanto, orar pelos espíritos, onde estivermos. O lugar não importa, desde que a prece seja sincera. Da mesma forma que ligamos pelo celular para alguém que mora em outro país, podemos também orar de qualquer lugar para os entes queridos que vivem na pátria espiritual, usando o “celular” do pensamento. Quando oramos, a força do pensamento emite um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, indo ao encontro do espírito para o qual rogamos as bênçãos de Deus.

Porém, o que importa é orarmos com sinceridade em benefício deles; afinal, se os nossos parentes e amigos já são felizes, as nossas preces aumentarão ainda mais essa felicidade. Por sua vez, caso estejam sofrendo, como os espíritos dos suicidas, as nossas orações têm o poder de aliviar os seus grandes sofrimentos. Isso acontece quando oramos; a força do nosso pensamento emite um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, que segue em direção ao espírito para o qual rogamos as bênçãos de Deus.

FALAR COM OS DESENCARNADOS PELA ORAÇÃO

Quando sentimos saudade dos parentes ou dos amigos que estão vivendo muito distantes de nós, simplesmente telefonamos para eles, matando a saudade. Assim acontece, também, quando sentimos falta dos entes queridos que partiram para o mundo espiritual, e falamos com eles através da oração. Para tanto, usamos o “celular” do nosso pensamento, pois ao orarmos, emitimos um fio luminoso que é impulsionado pelo sentimento de amor, que vai em direção a esses espíritos que continuamos amando e que continuam a nos amar. Pelo “celular” do nosso pensamento, podemos ligar para eles de qualquer lugar onde estejamos.